A Armadilha de “Bano”
“…Com tantas questões para serem discutidas como o aumento da criminalidade, adopção ilegal das crianças, os deputados passam a vida a pensar em resolver os problemas dos seus amigos e camaradas políticos. O caso STP- TRADING, o de Adelino Isidro, da Doca de Pesca, dos Passeios, da Zona Franca, são entre outras questões que estavam na ribalta, para muitos políticos e amigos da coisa económica do povo, se no caso a amnistia arquitectada fosse aprovada…”.
Eh, eis o parágrafo do artigo intitulado“Deputados de MLSTP pulam do avião antes da sua explosão face às ondas de contestação”, de 30 de Dezembro de 2011, do jovem jornalista Abdulay Gomes da revista “O Parvo”, que provocou que Bano caísse na armadilha.
Sem que o artigo referisse o nome de alguém, precipitadamente Bano co-menta on line o artigo e com tom, diga-mos, de alguma arrogância e ameaçador, como se pode verificar. Afirma Bano: “Caro Sr Abdulay Gomes, solicito-lhe que seja mais claro, quando se refere a projetos na ribalta como Zona Franca. Ponha claramente a questão para que a opinião pública tenha conhecimento do que está a denunciar para que as pessoas ofendidas com a sua reportagem possam legalmente defender-se. Quer fazer jornalismo sério faça-o mas com responsabilidade para que possa assumir judicialmente pelos seus actos. Por favor exponha claramente o que a Zona Franca tem a ver com o artigo que ora publica. Fico no aguardo Arzemiro dos Prazeres “Banno” BI: 15970 tel:9903007 email:arzemirop @yahoo.fr”.
Quem de facto foi irresponsável? Abdulay Gomes ou Bano? Bom, não percebi que o artigo de Abdulay Gomes nomeava alguém. Entendi que falava entre outras falcatruas que todo mundo conhece, a da Autoridade da Zona Franca (AZF). AZF foi uma instituição que inteligentemente e em tempo útil o primeiro-ministro Patrice Trovoada decidiu extinguir e bem. Meus aplausos!
Por que motivo Bano comenta o artigo e nestes tons? Diz-se que: quem não deve não teme. Por que motivo Bano temeu? É bem verdade que em muitas falcatruas e ao estado em que STP chegou, os supostos destacados membros do PCD têm muita e muita culpa no cartório. Tenham a coragem política e a inteligência de o reconhecer. Estou a apontar por exemplo, STP-Trading, Doca Pesca, Passeios, Zona Franca, cultura de negocinhos em todo lado para obtenção de dinheiro fácil, entre muitas.
Talvez seria desejável que Bano ganhasse algum tempo e revistasse informações na internet. Pois é Bano, há imensas observações enquanto responsável da AZF. Muitos depósitos foram feitos em contas em bancos estrangeiros, como por exemplo, Millennium BCP e BES, em nome de Arzemiro dos Prazeres. E mais, licenças vendidas ou cedidas a casinos on line. É muita história Bano.
Se o Tribunal de STP funcionasse co-mo manda o Estado de Direito Democrático Bano, só havia um caminho – Prisão. E, é fundamental que os são-tomenses saibam destas verdades.
Ora, a TVS faz das denúncias de “O Parvo” do dia 2012-01-03, a sua notícia de abertura do Telejornal num tom incipiente e opaco. Porquê? Para a TVS o assunto é secundário? Que trabalho de casa a TVS e a RNSTP fizeram diante dum assunto que ofende a dignidade de ser são-tomense?
Não entendi o porquê de tanta atrapalhação de Bano em explicações sem fundamento na TVS. Ou seja, Bano não explicou nada. Bano não provou nada com as suas trapalhadas explicações. Talvez, por motivos ainda não vindos à tona, a RNSTP e a TVS não deram atenção ao assunto como merecia. Porquê? Bano afirmou na TVS que o relatório a que “O Parvo” teve acesso é preliminar. Não sei o que Bano chama de relatório preliminar.
Bano referiu ao jornalista que, depositou no cofre do Estado as quantias referidas no tal relatório a que ele chamou de preliminar. Pior ainda, é que nem os Serviços Públicos competentes das finanças do Estado de Direito Democrático de STP disseram algo neste sentido. Parece que está tudo numa trapalhada e num receio dos diabos.
Desconfio. Porque motivo as finanças não esclarecem se são verdades ou não as afirmações de Bano na Televisão Pública São-tomense, quando estamos a falar do bem público? Também ainda não ouvi nada da Procuradoria-Geral da República referente à denúncia que “O Parvo” fez sobre o assunto. Porquê Sr. Procurador-Geral?
Missão de um jornalista (ainda) sem definição clara em STP
A TVS não seguiu o caso que apresentou como sua notícia de abertura de telejornal. Porquê? Será que para os jornalistas da TVS, este facto não interessa aos são-tomenses e não deve ter uma cabal explicação/investigação jornalística? É necessário que os jornalistas saibam o papel da informação no Estado do Direito Democrático. É bom que os jornalistas entendam que não estão na TVS e na RNSTP para se mostrarem, ou melhor se exibirem.
Os jornalistas estão no cumprimento de uma missão. Que interiorizem que é preciso estudar os assuntos antes de os exporem ao público – é o dever de um bom profissional. Estou a perceber, todos dizem serem jornalistas porque no nosso país o Sindicato dos Jornalistas ainda não definiu através do seu código deontológico quem é jornalista e o que é ser jornalista. Aliás, é um desrespeito pelo público quando ouvimos alguns jornalistas a soletrarem na TVS e na RNSTP as notícias.
As razões parecem ser duas:
1 – estes jornalistas não tiveram o privilégio que tive. Antes de chegar ao nível da primeira classe tinha que se fazer o abecedário e o João de Deus. Talvez se o tivessem feito, diminuiria a quantidade de erros, falhas e omissões triviais;
2 – os locutores, deixa-se entender, não lêem (não fazem o trabalho de casa) antes de apresentarem a informação ao público através das antenas da TVS e RNSTP. Senhores Jornalistas, direito de informação jornalística aumenta a liberdade de expressão dos cidadãos e preenche a necessidade dos são-tomenses estarem informados e integrados na realidade sociopolítica. Possibilita igualmente a formação de uma opinião pública livre e esclarecida, a fiscalização do trabalho de nossos representantes políticos.
E Bano, tal como os ligados de uma ou outra forma a casos de STP-Trading, Doca Pesca e outros, são e foram representantes políticos de STP. Portanto, temos como cidadãos são-tomenses, de fiscalizar os Banos das Doca Pesca, STP-Trading, AZF e muitos outros, entendido caros Jornalistas?
O direito de informação jornalística, representa a liberdade do indivíduo e exige a não interferência como condição de salvaguarda do seu conteúdo. É por este motivo que, o direito de informação jornalística é um direito crucial de primeira geração, porque somos são-tomenses.
012-01-13
Gomes-Bandeira, M.
Cortesia do Grupo Pestana em SãoTomé e Príncipe

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13.06.2013 11:10Para esse governo, na luta pelo voto, parece que vale tudo menos terem iniciativa própria na solução dos problemas que afectam a população.

