PNLP apresenta casos de paludismo a subir no País
A coordenadora do PNLP (Programa Nacional de Luta contra o Paludismo), Maria de Jesus dos Santos, num comunicado de imprensa divulgado, esta quinta-feira, apresenta dados da evolução de casos de paludismo no País. De Janeiro a Dezembro de 2011 apareceram 6504 casos desta doença. Comparativamente, de Janeiro a Abril do mesmo ano aparece na lista, 2103 casos. E em igual período de 2012 (Janeiro a Abril de 2012), 3647 casos foram registados, conforme o comunicado que apresentamos na íntegra sobre a situação epidemiológica da doença no País.
Comunicado à Imprensa
1 – Comparativamente ao ano passado (2011), de Janeiro de 2012 até fins de Abril de 2012, tivemos aproximadamente o dobro de casos, a nível Nacional.
- Total de 3647 casos distribuídos da seguinte maneira:
|
Janeiro a Abril 2012 |
||||
|
Notificados |
||||
|
|
Ambulatório |
Hospitalizações |
óbitos |
|
|
< 5 anos |
569 |
251 |
|
|
|
> 5 anos |
2965 |
586 |
1 |
|
|
Grávidas |
113 |
68 |
|
|
|
Total |
2742 |
905 |
1 |
|
|
Total Geral |
3647 |
|
|
|
2 – De Janeiro de 2011 até fins de Abril de 2011, tivemos um total de 2103 casos distribuídos pelos grupos etários do seguinte modo:
|
Janeiro a Abril 2011 |
||||
|
Notificados |
||||
|
|
Ambulatório |
Hospitalizações |
óbitos |
|
|
< 5 anos |
414 |
172 |
5 |
|
|
> 5 anos |
1651 |
396 |
5 |
|
|
Grávidas |
38 |
24 |
|
|
|
Total |
1511 |
592 |
10 |
|
|
Total Geral |
2103 |
|
|
|
3 – Fechamos o ano passado com 6504 casos assim distribuídos:
4 – Constatamos portanto, um aumento de casos de paludismo, cujas causas prováveis são:
- O atraso em mais de 12 meses, na execução do 6º ciclo de Pulverização Intradomiciliar com insecticida (PID) e na distribuição de Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração de Acção (MILDA);
- Baixa taxa de cobertura dos MILDA (48,8%, 2010 ) e redução na taxa de cobertura da PID (1º Ciclo: 87,3% (2005) e 6º Ciclo: 73,3% (2009/2010));
- A nossa vulnerabilidade à doença. Isto é, dado a eficácia das intervenções que têm vindo a ser implementadas, actualmente, o nosso organismo já não apresenta defesas contra o paludismo. Nós os são-tomenses, em termos de defesas ao paludismo, estamos em pé de igualdade com qualquer estrangeiro que visite São Tomé. Trata-se de uma situação inerente aos países onde se implementem as medidas de eliminação da doença;
- Aumento de criadores de mosquitos devido a retiradas constantes de pedras e areia.
5 – O distrito de Lembá e a Região Autónoma de Príncipe, como apresentam uma incidência de Paludismo inferior a 5%, já se encontram elegíveis para a fase de pré-eliminação. Encontram-se portanto, numa fase mais avançada dessa luta contra o paludismo, que o resto do país.
6 – Portanto, ainda existe o Paludismo em São Tomé e Príncipe, por isso todos devemos continuar a tomar as medidas indicadas pelo programa Nacional de Luta contra o Paludismo tais como:
- Dormir debaixo do mosquiteiro impregnado com insecticida;
- Permitir que as suas casas sejam pulverizadas;
- Dirigir-se a um posto mais próximo logo após os primeiros sintomas da doença;
- Eliminar ou indicar aos técnicos do programa, os criadores dos mosquitos (charcos de águas paradas, latas, garrafas, pneus, etc.);
7 - No dia 11/06/12 vamos dar início ao 6º Ciclo de pulverizações, que se realizará em duas fases:
- 1ª Fase incluirá os distritos de Água Grande, Mé-Zóchi e RAP, em simultâneo e a
- 2ª Fase, os restantes distritos, também em simultâneo.
8 - No dia 13/06/12 (portanto 2 dias depois) iremos dar início à distribuição e colocação dos Mosquiteiros, obedecendo a mesma estratégia das pulverizações.
9 - Existem em São Tomé e Príncipe várias espécies de mosquitos mas as intervenções por nós adoptadas, afectam apenas o Anopheles gambiae, o transmissor de paludismo.
10 - Desde 2004, que não houve mudanças de estratégias relativamente ao combate ao paludismo. Em Novembro/Dezembro de 2011 ocorreram actividades de avaliação do programa Nacional de Luta contra o paludismo para a revisão da política e do Plano Estratégico Nacional de Luta contra o Paludismo (2001-2010). Entre as várias recomendações, salienta-se a rotação do insecticida que tem sido usado na PID, para evitar as resistências ao produto até então aplicado, o alfacipermetrina.
11 - O Ministério da Saúde e dos Assuntos Sociais continua seguro e com o controlo da situação do paludismo em São Tomé e Príncipe, rumo à sua almejada eliminação.
12 – O grande lema lançado pela OMS este ano por ocasião do dia Mundial de luta contra o Paludismo, o dia 25 de Abril, foi: “Investindo no paludismo, sustentamos os ganhos e salvamos vidas”, por isso, estamos certos que juntos, alcançaremos a meta de eliminar o paludismo em STP.
13 - Agradecemos aos nossos parceiros de cooperação e à população que tem colaborado connosco nessa árdua luta.
14 – Gostávamos de chamar a atenção da população para o facto de que as informações relativas à situação do paludismo em STP, que têm sido ultimamente veiculadas em alguns meios de comunicação social, não correspondem a verdade e, são da sua inteira responsabilidade.
Muito obrigada pela vossa atenção.
Bom dia
São Tomé, 23 de Maio de 2012
(Maria de Jesus Trovoada, PhD)
Cortesia do Grupo Pestana em SãoTomé e Príncipe

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13.06.2013 11:10Para esse governo, na luta pelo voto, parece que vale tudo menos terem iniciativa própria na solução dos problemas que afectam a população.


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