Todos deram a cara pelo recenseamento e o chefe de Estado, não
Porque as paredes umas vezes também têm ouvidos, questiono: quem está preocupado com a presença de Mário Bandeira na terra que lhe viu nascer – STP? Que complexados! Apresento-me: chamo-me Mário Gomes Bandeira, cidadão livre deste planeta a que se chamou de terra, no amplo prazer de todos os meus direitos cívicos e políticos como aclamados na Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e pro-clamada na resolução 217 (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas a 10 de dezembro de 1948 e na Constituição da terra que me viu nascer – STP, saída do referendo de 1990 em que se fez o encerramento à ditadura de partido único.
Mais, muito atento ao que se passa com/para/de/na/por/pela terra que me viu nascer – STP. Declaro: nunca mandei prender ou prendi alguém, nunca persegui politicamente alguém, nunca matei e/ou mandei matar um cidadão. E mais, para mim, perdoar não é esquecer porque perder memória, é não ter história. Sou anti-discursos de branqueadura política, de lenga-lenga e que, temos que compreender e aceitar que….
Temos que de uma vez por todas enxergar e assumir que estamos num Estado de Direito Democrático e que nenhum cidadão tem mais direito do que os outros perante a lei, nem mesmo o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Presidente da Assembleia Nacional, o Chefe do Governo e o Chefe de Estado.
Sou movido a fazer esta declaração aqui, porque:
1. a minha presença física em STP parece aventar alguma advertência a certas forças do mal, logo, o desejo maldoso latente nos que ainda não aprenderam viver em democracia, aponta-me como um alvo a apear;
2. A revista “O Parvo” é o jornal são-tomense mais lido e visto no mundo pelos que se desinteressam por futilidades jornalistiqueiras. Pois, a nossa TVS, RNSTP, Internet, linha móvel, ou seja, toda a nossa comunicação parece estar na fase experimental indeterminada, quer do ponto de vista humano, quer do ponto de vista técnico ou outro. Má-fé?!
São-tomenses não aprovam forças do mal e do bloqueio
“O Parvo” faz denúncias, coloca questões de interesse público de forma direta, nenhum órgão de comunicação nacional investiga, questiona, interroga. Porquê? Que jornalismo é este? Esqueceram-se que o papel central de um órgão de comunicação social num Estado Democrático é mediar a informação/fatos que o grande público do outro lado quer ouvir, ver e ler?
Sim, falei da perseguição política ou outra. Quanto a isso, tenho a sugerir que quem está ou se sente embaraçado de ver são-tomenses competentes, ou melhor, com alguma competência em STP, é melhor aniquilar-se. Porque depois das eleições legislativas de 2010, STP já não vai e nem pode parar e, o horizonte, é o desenvolvimento. Os são-tomenses não querem aprovar mais os malabarismos políticos, forjados em quatro paredes para criação artificial de instabilidade política como algumas forças do mal e forças do bloqueio, declararam e programam fazer.
No diz que disse mas não sei de nada, já se fala que os esquerdistas, extremistas e radicais de ontem, tentam organizar-se num partido político para derrubar o governo de Patrice Trovoada o mais breve. No não sei nada mas ouvi dizer, fala-se que há um partido político que já criou um governo e distribui as pastas para tomada do poder, derrubando o governo de Patrice Trovoada com alianças políticas entre as forças do retrocesso, forças de instabilidade não assumidas no Parlamento são-tomense.
A obrigação do cidadão competente, do político inteligente (existe em STP?) é contribuir para melhorar STP e não originar instabilidades políticas permanentes como subterfúgio de abafar a corrupção. Ditadura? Jamais! A usurpação de bens públicos e a corrupção não podem continuar. Agora é o momento para os que dizem ter o saber, demonstrá-lo, não é tempo de bloqueios. Não estamos no momento em que alguns que se diziam e ainda se dizem políticos, perseguirem os são-tomenses que podem dar o seu melhor para o País e não como outrora.
Lembro-me. Muitos são-tomenses capazes, foram forçados a abandonar STP, devido à perseguição política. E, hoje, no mundo moderno, num STP que se quer que se progrida, o regresso destes/as cidadãos/ãs para além de indispensável, deveriam fundar o motivo de exultação e não de tentativas persecutórias dos políticos perversos. Políticos que a tudo estão dispostos a fazer para criarem a instabilidade, infetando os são-tomenses, incluindo as novas gerações que desejam e também têm o direito à felicidade.
É preciso interiorizarmos que tudo na vida tem um tempo de vida útil e até a própria vida. Porque os que não servem e não sabem, devem deixar e dar lugar aos que sabem. Bom, na verdade, em pleno exercício da cidadania e como cidadão atento, neste incessante tormento, duas questões surgem no meu pensamento. Como sempre afirmo, estou-me nas tintas para o balbuciar ou o titubear dos lambe-botas habituais.
Ora então, aqui vão as duas questões:
1. O que se passa de fato com a nossa Rádio Nacional e a nossa TVS? Quando as ouço e vejo, verifico uma informação completamente congelada, incipiente e indolente logo, sem vida e carregada de desinformação. Reparem: falava-se e escabulhava-se nalguns órgãos de comunicação social, sobre uma coisa nas escolas, a que se chamou de santo e a TVS apresentava ao meio da noite filmes de terror.
Contudo, quer a RNSTP, quer a TVS não relatavam que estas práticas eram semelhantes a algumas práticas de certas confissões religiosas em STP;
2. Verifiquei na TVS que todos os mais altos responsáveis do país deram a cara pelo recenseamento e o Chefe de Estado, Manuel Pinto da Costa, não. Porquê?! Sim, estou presente e atento, porque somos são-tomenses.
2012-06-19
Gomes-Bandeira, Mário
Cortesia do Grupo Pestana em SãoTomé e Príncipe

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13.06.2013 11:10Para esse governo, na luta pelo voto, parece que vale tudo menos terem iniciativa própria na solução dos problemas que afectam a população.

