Há um satanás no Tribunal que violenta os são-tomenses!

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MBA procura de suicídio e o sentimento de incerteza quanto à identidade e a baixa auto-estima (algo comum) fazem com que até o Tribunal avalie superficialmente as alternativas. Deixando-se fascinar e decidindo como que mais um golpe ao povo de SãoTomé e Príncipe, arquiva o processo STP-Trading.

O Tribunal de/em STP vive numa espécie de universo sem referências, em que as coisas, normas, valores, passado e futuro têm a marca da relatividade. O Tribunal entregou-se ao seu presente, saltitando à cata de experiências momentaneamente gratificantes como se fosse desprovido de raízes, sem história, sem horizonte, sem nada a que se agarrar.

A sensação que me dá é que esse Tribunal está a mando de um satanás, entre o monopartidarismo mental e a corrupção, parece não pertencer a uma ou a outra, insegura, debate-se com a tarefa de construção de si próprio como ser singular e único em STP. Por sinal, esqueceu-se que essa tarefa que acarreta uma outra, a construção de um horizonte significativo, de um futuro em que confie, para poder habitar/viver. O sentimento de invulnerabilidade parece incentivar o Tribunal à aventura, expondo os são-tomenses a riscos que sugerem terem consequências dramáticas e irreversíveis.

Para o Tribunal fica a ideia que neste momento em STP, nada é estável nem definitivo. Sim, admito a dificuldade em interpretar, digo bem, interpretar o que aqui escrevo. Compreendo, mas sou eu, Mário Gomes Bandeira que escrevo e não o faço a mando de alguém ou na qualidade de porta-voz de qualquer satanás. Este caso parece provar bem as dificuldades acrescidas do Tribunal na convicção de que, para se afirmar na sua individualidade, precisa de ser diferente ao satanás.

Compreendo a desordem muito confusa que produzo até aos meus amigos com quem troco algumas, mesmo que poucas vezes, os meus dissabores. Porque sou uma pessoa que não só desenvolve, mas também desenrola como que um novelo de linha. Por isso, manifesto de estilo talvez não explícito dois pressupostos que me são chave, mas não desejados para o esclarecido Tribunal que durante anos levou o nosso povo quase que a um beco sem saída num STP que tudo se compra até diplomas de doutores, que nunca soube na sua vida o que é estudar. Isto é, vejo esse STP em que se chega ao cúmulo dos amontoamentos devido a uma lei feita pelo homem (que homem!) em que um Tribunal que se espera julgar em nome do povo decide arquivar o processo de STP-Trading.

Sinto-me extorquido como o povo de STP por um Tribunal que existe para julgar em nome do povo, mas optou por proteger corruptos a olhos vistos, embora que de modo dito legal, mas não normal num STP de Direito Democrático. Mas onde está aquela vertente da Justiça que defende o Estado/povo? Sim. Que não tenham dúvidas, decidi por crescimento fazer a ruptura com o senso comum e optar pela unidade do social. Compreendo que esta minha reflexão/revolta é alvo de intensa problematização no quadro da corrupção em STP pelo que prefiro realizar uma breve digressão em torno destes dois domínios.

Todo o esforço do Governo e do Estado está em perigo em STP

A familiaridade nos assuntos que julgo entender obriga-me a acautelar-me em relação às concepções e discursos de senso comum e de Direito disso e daquilo sob pena de ser quase impossível erguer uma plataforma de inteligibilidade das vivências e experiências dos são-tomenses e grupos de corruptos e sem vergonha. O olhar psicológico obriga-me a distanciar de abordagens normatistas, de romper com o feitiço entorpecedor do Tribunal do meu país. Porque não percebo o que anda os Drs Silvestre Leite e Roberto Raposo a fazer diante da tremenda injustiça e violência aos são-tomenses.

Não sou capaz de admitir que Silvestre Leite e Roberto Raposo federaram-se ao satanás que anda à solta em STP. Não me ficaria mal dizer aqui ao Sr. Presidente da República (que declarou desde a primeira hora a sua seriedade no combate à corrupção) e ao Sr. Primeiro-ministro que se não agirem enquanto é tempo, todos os esforços do Governo, todas as medidas para o desenvolvimento e crescimento económico de STP serão inglórios. Este Tribunal precisa de mudanças e profundas, ou de um compromisso político sério.

Digo compromisso político porque é o que não parece encontrarmos no nosso Tribunal. Apesar de muitos se apresentarem de rostos sisudos, de aparência circunspecta e louvável empenho em zelar pela boa aplicação da lei, fica claro, que em STP constitui abuso julgar em nome do povo porque tudo sugere que o Tribunal de STP está envolvido numa tremenda enrascada, porque somos são-tomenses.

  2012/08/07

Gomes-Bandeira, M.  

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Cortesia do Grupo Pestana em SãoTomé e Príncipe

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