Como me curei da insanidade política

teiAlguém disse que há muito que a política em São Tomé e Príncipe tornou-se como jogar a roleta. Atiram-se os dados, as políticas miseráveis e os palpites e a roleta vai rolando, rolando e rolando. Enquanto ganhamos, está tudo bem. E quando perdemos, acusamos o adversário de batoteiro.

Todos sabemos que o jogo torna-se um vício insuportável, que leva a insanidade. Chega-se ao ponto de destruir os nossos bens para jogar. Insistimos que estamos bens, mas pelo contrário, o espírito destruidor em nós, convence-nos que estamos bem, chegando ao ponto de não restar em nenhum senso de sanidade política e democrática.

A questão que se coloca é desde que a roleta roda o que o povo ganhou? O que ganhou o povo com jogos de poder, de interesses, de puxa não puxa, de experimentação de ideias e políticas? Irmãos de luta! Vejamos o estado da nação. Vejamos o resultado de jogos políticos dos últimos anos!

Que imagem de fracasso politico, de pedintes passamos no estrangeiro. O que se escreve sobre nossa política e os nossos políticos no estrangeiro! A primeira enciclopédia que li sobre São Tomé e Príncipe em alemão, descreve o nosso país como pobre, onde 80% da população vive no limiar da pobreza, e a promessa do desenvolvimento foi afogado pela corrupção. A esperança do petróleo já tornou-se uma ilusão, alimentando jogos de poder e tentáculos de controlo, e que a fonte poderá secar mesmo antes da sua exploração.

O arquipélago da esperança

Lúcio AmadoA esperança, lá diz um velho adágio popular, é sempre, a última coisa a morrer.

É justamente por essa e outras razões que vou tecer algumas breves considerações, sobre a esperança, esse mítico e dilacerante sentimento, associada aos 37 anos da data de proclamação da independência do verdejante arquipélago de São Tomé e Príncipe.

Devido a vicissitudes várias, esse arquipélago passou a designar-se de República Democrática naquela bela manhã solarenga de Gravana. Cronologicamente, o calendário registava.... 

Desenvolvimento da Região Autónoma do Príncipe soma e segue

VitaliaFalar-se hoje do Príncipe, é falar-se de Desenvolvimento, Progresso, Dinamismo e Competência.Palavras não tenho para demonstrar a minha gratidão para os que trabalham no desenvolvimento desta Ilha, com várias dificuldades com que se deparam no dia-a-dia.

 

Segundo as palavras do Senhor Presidente da Região Autónoma,Tozé Cassandra. "Nós não podemos fracassar, nem falhar, estamos a lutar para ter um Príncipe melhor". Isto não é só teoria,para as pessoas que visitam o Príncipe,isso é uma constatação, vê-se trabalho feito, desenvolvimento.

 

Poderei enumerar várias evoluções:

1)Alunos bolseiros a se deslocarem para países da Europa, para estudarem (nota-se que nãosão filhos de governantes,mas sim filhos das populações das roças, estudantes carenciados,etc,isso nunca se constatou em várias décadas.

 

A pedido de Pinto da Costa, eis a minha reflexão

MBSenhor Presidente, reflexão sugere-me o radical porque significa movimento à volta de um pensamento sobre si mesmo. É que, seres pensantes que somos, também agimos no mundo, relacionamos com os outros seres humanos, com os animais, com as plantas, as coisas, os factos e os acontecimentos.

E aqui estou eu, diante desse acontecimento: os 12 meses da Presidência da República de Manuel Pinto da Costa em STP, Estado de Direito Democrático. Para mim, Sr. Presidente, refletir é exprimir relações com os outros humanos, animais, … e acontecimentos, quer por meio de linguagem, quer por meio de gestos e ações de forma livre. 

Parlamentaristas dos bares citadinos

E, prefiro aqui de modo público e sem interdições fazê-lo do que ir aos “parlamentos” da Residencial Avenida, Bar Passante e Bar Papafigo tagarelar de modo absolutamente irresponsável. Pois Sr. Presidente, este governo de Patrice Trovoada não pode ser desejável para estes parlamentaristas e, como consequência óbvia, qualquer cidadão que o apoia é etiquetado de excessivamente repetitivo, obstinado, fanático e subserviente.

Da minha parte como sempre, como tenho dito estou-me nas tintas. É uma obrigação que me assiste e inquestionável. Confia Sr. Presidente tal como V. Excia, que recuso aceitar a corrupção. Mas, acredita Sr. Presidente que compreendo estes parlamentaristas do Papafigo, Avenida e Passante, porque são ainda os vestígios do facismo-colonial e do monopartidário de quinze anos da sua governabilidade, em que exprimir livremente uma ideia, um pensamento era um crime contra não sei o quê.

Mudar as crenças é complexo e arriscamo-nos a tombar sobre um emaranhado de práticas obscenas. Hoje, as coisas mudaram, mas os prisioneiros do raciocínio monopartidário não mudaram, como tal, subsistem atados ao obsoleto e, temos que os compreender e sermos tolerantes. Sr. Presidente, eles são hiperativos às críticas porque estão desprovidos de arcaboiço democrático.

Todavia, por desventura dos são-tomenses ainda são eles que decidem sobre as nossas vidas. É paradoxal, mas é um facto. Até quando serão eximidos de interferir nas coisas de um Estado de Direito Democrático? Porque estes parlamentaristas do Passante, Papafigo e Avenida promovem com reatividade a calúnia, a mentira e a difamação e porque o nosso Tribunal não funciona.

Logo, não vale a pena apresentar queixas a estas difamações, mentiras e calúnias. Sr. Presidente para ser curto e grosso, o seu discurso foi demasiado vago, vazio, simplista, fleumático e inútil defronte da realidade de STP. Discurso que me pareceu indicar ou sugerir ações das forças do mal e do retrocesso. O seu discurso tem gustação de ausência de ser incisivo diante de tanta esquizofrenia das forças do mal em levar o país a caos.

Estamos no início da segunda década do século XXI e STP não aceita mais um discurso de superficialidade retórica com aroma ao presidencialismo monopartidário. Como imagina, a cooperação institucional é acima de tudo nos tempos modernos um instrumento onde a operação conjunta entre os palácios cor-de-rosa, palácio da justiça, palácio do governo e o palácio legislativo é única condição para a prática de democracia no nosso Estado de Direito Democrático.

Sr. Presidente, é imperativo, me parece, na utilização da palavra estabilidade, ser incisivo e aqui sim, enviar recados às forças do mal que, a estabilidade significa pôr fim ao estilo de governação de pelo menos os últimos 20 anos, igual a 18 governos. E, não fixar-se no atual governo como percebi. Era preciso incidir como economista que é, que o dinheiro que o Estado de STP “gasta” hoje com os estudantes é fruto do seu Produto Interno Bruto.

Boa imagem interna do País vem do Palácio do Governo

Sr. Presidente, por exemplo, podia e devia ter falado, da formação interna versus formação externa e da famosa corrupção que bem conhece e sabe melhor do que eu, pois, enquanto Presidente da República assumiu ser a corrupção, o seu combate número um. No seu discurso Sr. Presidente, V. Excia falou só uma vez da palavra corrupção (bolas!) e de uma forma reducionista e obviamente de modo ligeiro, quando se referiu ao Tribunal.

E, sabe bem V. Excia que é a corrupção (condição para quedas sucessivas de governos) que levou o País a este calvário durante 35 anos. E, devido a corrupção, se tem como consequência o tal banho que referiu de forma empolada no seu discurso aqui em causa.

Não querendo V. Excia ir por essa via, podia ter referido por exemplo que, a imagem hoje do País internamente e perante ao mundo é definida na base da boa governação do Palácio do Governo de Patrice Trovoada. Daí que, no meu entendimento é uma inevitabilidade a imagem do palácio cor-de-rosa.

Faltam à STP a boa imagem do Palácio da Justiça e do Palácio Legislativo. Acredita Sr. Presidente que chego à conclusão, a cada dia que passa, como um vivente/pensante, que há momentos que o tempo nos chama atenção, que mais vale darmos atenção aos netos, caso os tenhamos, do que andar por aí com panfletites, retardando uma ou mais gerações.

Já agora, agradar-me-ia saber se o seu assessor de imprensa é também assessor da delegação da RTP- África em STP, porque somos são-tomenses.

Gomes-Bandeira, M

Obras pseudo-literárias dos “losers” da diáspora são-tomense

julioNo sofá da minha casa, após finalizar uma árdua atividade inteletual, assisti a um programa televisivo (Het leven van Nelson Mandela, - a vida de Nelson Mandela). Encarnou-me na alma a sábia força e visão do seu pragmatismo, da sua eterna convicção, confiança e a auspiciosa crença de um futuro melhor para o continente negro e, sobretudo, a certeza de um sonho merecedor aos patrióticos combatentes pela liberdade, paz e democracia em toda a África.

Teria percebido que o maior líder de nosso tempo nunca foi derrubado pela “foule des idées “ e das escrituras. Hoje, Mandela vive das suas imortais palavras e obras que ele deixou para trás. Ele vive na mente e memórias da humanidade inteira, nos corações de seus compatriotas sul-africanos, africanos e de todos os cidadãos do mundo.

Como são-tomense, este sonho me afigura! Mesmo longe, e como sempre, acompanho o quotidiano da terra que me viu nascer. Tenho lido quase tudo que se escreve via online acerca da vida política, social, económica, financeira e cultural das nossas Ilhas. Pensei, pensei e decidi relatar a minha indignação aos niquentos sentimentos e o escório tratamento insurgente de cidadãos tornado público dirigido à pessoa do Presidente da República do meu país. Confesso que eu daria tudo que tenho, de bom grado, para não estar triste, face ao conturbativo tempo político em São Tomé e Príncipe.  

Cortesia do Grupo Pestana em SãoTomé e Príncipe

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