05-09-2012
Atualizado em 29-09-2012
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Senhor Presidente, reflexão sugere-me o radical porque significa movimento à volta de um pensamento sobre si mesmo. É que, seres pensantes que somos, também agimos no mundo, relacionamos com os outros seres humanos, com os animais, com as plantas, as coisas, os factos e os acontecimentos.
E aqui estou eu, diante desse acontecimento: os 12 meses da Presidência da República de Manuel Pinto da Costa em STP, Estado de Direito Democrático. Para mim, Sr. Presidente, refletir é exprimir relações com os outros humanos, animais, … e acontecimentos, quer por meio de linguagem, quer por meio de gestos e ações de forma livre.
Parlamentaristas dos bares citadinos
E, prefiro aqui de modo público e sem interdições fazê-lo do que ir aos “parlamentos” da Residencial Avenida, Bar Passante e Bar Papafigo tagarelar de modo absolutamente irresponsável. Pois Sr. Presidente, este governo de Patrice Trovoada não pode ser desejável para estes parlamentaristas e, como consequência óbvia, qualquer cidadão que o apoia é etiquetado de excessivamente repetitivo, obstinado, fanático e subserviente.
Da minha parte como sempre, como tenho dito estou-me nas tintas. É uma obrigação que me assiste e inquestionável. Confia Sr. Presidente tal como V. Excia, que recuso aceitar a corrupção. Mas, acredita Sr. Presidente que compreendo estes parlamentaristas do Papafigo, Avenida e Passante, porque são ainda os vestígios do facismo-colonial e do monopartidário de quinze anos da sua governabilidade, em que exprimir livremente uma ideia, um pensamento era um crime contra não sei o quê.
Mudar as crenças é complexo e arriscamo-nos a tombar sobre um emaranhado de práticas obscenas. Hoje, as coisas mudaram, mas os prisioneiros do raciocínio monopartidário não mudaram, como tal, subsistem atados ao obsoleto e, temos que os compreender e sermos tolerantes. Sr. Presidente, eles são hiperativos às críticas porque estão desprovidos de arcaboiço democrático.
Todavia, por desventura dos são-tomenses ainda são eles que decidem sobre as nossas vidas. É paradoxal, mas é um facto. Até quando serão eximidos de interferir nas coisas de um Estado de Direito Democrático? Porque estes parlamentaristas do Passante, Papafigo e Avenida promovem com reatividade a calúnia, a mentira e a difamação e porque o nosso Tribunal não funciona.
Logo, não vale a pena apresentar queixas a estas difamações, mentiras e calúnias. Sr. Presidente para ser curto e grosso, o seu discurso foi demasiado vago, vazio, simplista, fleumático e inútil defronte da realidade de STP. Discurso que me pareceu indicar ou sugerir ações das forças do mal e do retrocesso. O seu discurso tem gustação de ausência de ser incisivo diante de tanta esquizofrenia das forças do mal em levar o país a caos.
Estamos no início da segunda década do século XXI e STP não aceita mais um discurso de superficialidade retórica com aroma ao presidencialismo monopartidário. Como imagina, a cooperação institucional é acima de tudo nos tempos modernos um instrumento onde a operação conjunta entre os palácios cor-de-rosa, palácio da justiça, palácio do governo e o palácio legislativo é única condição para a prática de democracia no nosso Estado de Direito Democrático.
Sr. Presidente, é imperativo, me parece, na utilização da palavra estabilidade, ser incisivo e aqui sim, enviar recados às forças do mal que, a estabilidade significa pôr fim ao estilo de governação de pelo menos os últimos 20 anos, igual a 18 governos. E, não fixar-se no atual governo como percebi. Era preciso incidir como economista que é, que o dinheiro que o Estado de STP “gasta” hoje com os estudantes é fruto do seu Produto Interno Bruto.
Boa imagem interna do País vem do Palácio do Governo
Sr. Presidente, por exemplo, podia e devia ter falado, da formação interna versus formação externa e da famosa corrupção que bem conhece e sabe melhor do que eu, pois, enquanto Presidente da República assumiu ser a corrupção, o seu combate número um. No seu discurso Sr. Presidente, V. Excia falou só uma vez da palavra corrupção (bolas!) e de uma forma reducionista e obviamente de modo ligeiro, quando se referiu ao Tribunal.
E, sabe bem V. Excia que é a corrupção (condição para quedas sucessivas de governos) que levou o País a este calvário durante 35 anos. E, devido a corrupção, se tem como consequência o tal banho que referiu de forma empolada no seu discurso aqui em causa.
Não querendo V. Excia ir por essa via, podia ter referido por exemplo que, a imagem hoje do País internamente e perante ao mundo é definida na base da boa governação do Palácio do Governo de Patrice Trovoada. Daí que, no meu entendimento é uma inevitabilidade a imagem do palácio cor-de-rosa.
Faltam à STP a boa imagem do Palácio da Justiça e do Palácio Legislativo. Acredita Sr. Presidente que chego à conclusão, a cada dia que passa, como um vivente/pensante, que há momentos que o tempo nos chama atenção, que mais vale darmos atenção aos netos, caso os tenhamos, do que andar por aí com panfletites, retardando uma ou mais gerações.
Já agora, agradar-me-ia saber se o seu assessor de imprensa é também assessor da delegação da RTP- África em STP, porque somos são-tomenses.
Gomes-Bandeira, M