17-05-2012
Atualizado em 29-09-2012
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O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau disse, esta quarta-feira, em Lisboa, que "está pronto" para voltar ao país e "continuar a trabalhar para o bem da Guiné", que é o "dever de qualquer guineense".
Carlos Gomes Júnior falava aos jornalistas à entrada da sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, onde chegou acompanhado do presidente interino deposto, Raimundo Pereira.
O chefe de Governo até ao golpe de Estado de 12 de abril disse ainda acreditar no regresso à normalidade constitucional no país. "Naturalmente", declarou aos jornalistas.
Antes dos encontros previstos na sede da CPLP, os dois dirigentes políticos guineenses, chegados esta quarta-feira de manhã, a Lisboa, provenientes de Abidjan, estiveram reunidos com o presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.
No local, cerca de uma centena de guineenses gritava «viva à Guiné-Bissau».
Em declarações à Lusa, José Carlos Júnior, organizador do protesto, disse que Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior "foram escolhidos nas urnas" e são, por isso, "os únicos representantes legítimos do povo".